terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Trabalho de geologia Ocupação Antrópica e Problemas de ordenamento

Tema: Ocupação Antrópica e Problemas de Ordenamento

Subtema: Zonas de vertente- Perigos Naturais e Antrópicos

Intodução
Ao falarmos de zona de vertente podemos dizer que são locais de desnível da topografia terrestre, as zonas de vertente podem ter um declive mais ou menos acentuado encontrando-se muito exposta à acção intensa rápida. Mas os perigos naturais e antrópicos ocorrem na terra desde a sua formação, como os sismos e as erupções vulcânicas fazem parte do normal funcionamento do nosso planeta. Com o crescimento da população e a ocupação desordenada de diversas áreas agrava os riscos naturais e impõe a necessidade de um ordenamento eficaz do território. Neste trabalho vou mostrar atráves dos objectivos no qual a geologia pode ser um grande contribuinte para mostrar as medidas e soluções para os problemas em geral.

Objectivos
- Como fazer a prevenção de riscos geologicos?
- Como fazer o ordenamento do território para evitar riscos?
- Como fazer a gestão de recursos ambientais?
- A importância da educação ambiental.
- Que causas e que consequências dos movimentos em massa?
- Que soluções adoptar para a prevenção de movimentos em massamo ?

Desenvolvimento
- Como fazer a prevenção de riscos geologicos?
Deve-se familiarizar-se com o terreno à sua volta prestando atenção as áreas limitrofes das zonas que costuma frequentar, procurando sinais de actividade geomorfologica recente. Muitas vezes podem-se registrar alguns sinais de instabilidade lenta, tais como: Fendas no chão, aumento da inclinação de arvores, queda sistematica de pequenos blocos em certas zonas em regra geral, locais onde possa ocorrerem movimentos de vertente definem zonas de maior susceptibilidade.

-Como fazer ordenamento do território para evitar riscos?
O território a ser ordenado faz parte de uma cidade ou jurisdição e para cada região existe um plano de ordenamento territorial. Sendo assim o ordenamento do território depende de pesquisar uma melhor repartição geografica das actividades ecônomicas em função dos recursos naturais de modo que o planeamento de toda as acções desenvolvidas no território não possa causar riscos no decorrer do tempo.

-Como fazer a gestão de recursos ambientais?
E a administração do exercício de actividades ecônomicas e sociais de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais renováveis ou não. A gestão ambiental deve visar o uso de práticas que garantam a conservação e preservação da biodiversidade a reciclagem de matérias primas e a redução do impacto ambiental das actividades humanas sobre os recursos naturais. Fazem parte também dos conhecimentos associados a gestão ambiental técnicas para a recuperação de areas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos para a exploração sustentável de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de actividades produtivas e imobiliarias.

-Que soluções adoptar para a prevenção de movimentos em massa?
Em zonas de vertente pode-se criar vários obstáculos para evitar desmoronamentos ou situações de riscos como por exemplo:
Um muro de suporte com drenagem(saída de água) do terreno para evitar a probabilidade de deslizamento de terreno.
Pressagem das camadas, pregagens das camadas ao nível rochoso estável. A vegetação nas zonas de vertente e fator de proteção onde consegue absorver o impacto das chuvas de grande intensidade e conservar a vegetação e um factor de prevenção. Fazer barreiras naturais com grandes blocos de pedras ou proteções de concreto evitam deslizamentos e movimentos de massa.

-Que causas e que consequências do movimento em massa?
Há varios condicionantes dos movimentos em massa como o clima e a vegetação o clima relaciona com a precipitação e suas consequências sobre os processos morfogeneticos. A elevada humidade provoca a saturação de água no solo que por sua vez favorece os movimentos de massa. A intensidade de água dada em mm/hora pode causar a erosão que por sua vez desagregação de material como solo ou rocha com uma precipitação de água das chuvas prolongadas a infiltração e contínua o que satura o solo. Reduzindo a coesão do material da vertente e a resistencia desse material a erosão.

-A importância de educação ambiental.
E necessário instruir, formar o espirito desenvolver uma maneira que seja recíprocas as relações do ser humano com o ambiente por isso a importância da educação ambiental. Por em prática essa educação tem que ser permanente prestada ao individuo que deve perceber o meio onde vive, por isso deve ter noção dos espaços a serem construidos, vegetação e o solo ao seu redor. As zonas de vertente são locais de desnível da topografia terrestre, e encontra-se muita exposta à acção intensa e rápida como as chuvas de grande intensidade pode causar muitos movimentos de massa. O clima no planeta esta a sofrer um transformação na qual pode ter uma crise ambiental e o reconhecimento de um facto de na maior parte dos casos as suas causas residirem nos comportamentos individuais parte consideravel do esforço dos investigadores nesta area tem traduzido no sentido de mudança de atitudes e comportamentos.

Conclusão

As zonas de vertente são áreas de solos que podem ser afectados ora por chuvas de grande intensidade, ou por ocupações sem estudo prévio ou até mesmo por remoções indevidas do solo ao seu redor. A população cresce em números cada vez maiores e necessita ocupar áreas antes que eram florestas, áreas de proteção ambiental, ou áreas que antes tinha uma vegetação que as protegiam de movimentos de massa, sismos, terremotos. Que podem também afectar estas áreas, a educação ambiental, a prevenção de riscos contribui para evitar as degradações destas áreas. O clima no planeta esta a sofrer grandes alterações o que implica em mudanças nas quais todos desde os seres vivos, os oceanos, as camadas que protegem a terra do sol e os solos que compõem o planeta ocorrerá transformações inevitáveis e as zonas de vertente será uma dessas áreas por serem áreas de declive topográfico. A geologia será um grande contribuinte para as gerações futuras que atráves de uma educação ambiental e um estudo prévio das áreas a serem ocupadas poderão sentir menos essas consequências.

Bibliografia

http://www.mestrado/ urbanismo. net/textos refhtm
enciclopedia delta larrousse 1994 circulo de leitores e larrousse para a primeira ediçao2001 de leitores.
http://www.ipa.ptartigos/artigos2.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/gestÃ:mbiental
http://www.cvarg.azoresgov.pt/cvarg.7centro de vulcanologia/perigos geologicos/mimizarperigo.htm

http://2.bp.blogspot.com/_tMKGqO0UjQ0/R8S3-gytAYI/AAAAAAAAAGs/4Szi3-zpkHM/s1600-h/IMG_0091.JPG Imagem N.1

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Terra, Universo de Vida 2º parte Geologia- Biologia e geologia- 11º ou 12º (ano2) Amparo Dias da Silva/Fernanda Gramaxo/ Maria Ermelinda Santos/ Almira Fernandes Mesquita/ Ludovina Baldaia/ José Mário Félix/ Porto editora execução gráfica 2006





terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Ocupação Antrópica e Ordenamento do Território

Sub-Tema:
Zonas Costeiras (Análise de uma situação problema).
Introdução:
-Grandes zonas da superfície terrestre foram ocupadas pelo Homem, tendo as paisagens naturais experimentado grandes mudanças. A Terra apresenta 2/3 da sua superficie ocupada pelo mar. A energia mecânica das ondas, das correntes e das marés é um importante factor modelador sobretudo das faixas costeiras das áreas continentais.
Objectivos:
1. O que são Zonas Costeiras?
2. Reconhecimento das Formas de Erosão numa zona costeiras.
3. Reconhecimento das Formas de Deposição.
4. Evolução do Litoral e suas causas.
5. Medidas de protecção:
6. Ordenamento do Litoral:
7. Ordenamento do Território:
8. Riscos Geológicos:
Desenvolvimento:
Zonas Costeiras:
- As zonas costeiras constituem ecossistemas únicas e irreconstituíveis à escala humana, resultantes de uma longa evolução, de muito milhões de anos.
- É a zona de transição entre o dominio continental e o dominio marinho.
- É uma faixa complexa, dinâmica, mutável e sujeita a vários processos geológicos.
- A movimentação das ondas, as correntes e as marés são os grandes fabricantes das zonas costeiras.
- Cujo o seu resultado são duas formas, a de Erosão e Deposição.
Formas de Erosão:
- São o resultado do desgaste provocado pelo impacto do movimento das ondes sobre a costa.
- Ao desgaste provocado pelo mar tem o nome de Abrasão Marinha.
- Sendo que esses efeitos são mais detectados em costas altas e escarpadas, que se chamam Arribas.
- Esta abrasão ocorre na base da arriba, escavando e provocando a queda de detritos que se acumulam nas zonas mais baixas, originando uma superficie situada entre marés e chamam-se de Plataformas de Abrasão.
- Também temos outras formas de erosão como a Arriba Fossil que consiste em zonas altas e escarpadas que, já não são modificadas pelas águas do mar, sendo que já não sofre de abrasão marinha.
- Temos o Cabo, designado de acidente geográfico formado por uma massa de terra que se estende por um oceano ou mar que lhe está adjacente.
- Para terminar temos as Baías que são consideradas uma porção de mar ou oceano rodeadas por terra, ao contrário do cabo.
Formas de Deposição:
- Têm origem em materiais arrancadas pelo mar ou por materiais transportados pelos rios que se depositam quando as condições ambientais o propiciam.
- Podendo estes materiais formar diversas formas como as Praias, Ilhas-Barreiras, como exemplo as ilhas da Costa de Faro.
- Sendo que o dinamismo caracteristico das zonas costeiras resulta em uma constante evolução destas áreas. - Algumas formas modificam-se, mudam de posição, umas desaparecem e outras aparecem.
- Para finalizar falta-nos falar de mais três tipos de formas de deposição, para proseguir temos a, Restinga que é um terreno arenoso e salino, proximo ao mar e coberto de plantas hérbaceas.
- Também temos a Laguna que denominada como sendo uma depressão formada por água salobra ou salgada, comunicando-se com o mar atravéz de canais, formando-se uma espécie de "quase-lago" de água salgada.
- Para finalizar temos o Tômbolo, que é uma forma do litoral que resulta da acumulação de materiais que originam um cordão que une o continente a uma pequena ilha.
Evolução do Litoral e suas causas:
- Os litorais são sistemas extremamentes complexos.
- A evolução do nível médio do mar e da linha da costa desde o último máximo glaciário até à actualidade, em Portugal, é ainda mal conhecida nos aspectos de promenor, verificando-se também na maioria das zonas costeiras mundiais.
- Tem como definição uma interface multipla entre a geosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a biosfera.
- Os litorais arenosos oceânicos, por serem inóspitos, a sua ocupação por parte do Homem, só se visualizou significamente a partir do século 19, e com mais preponderância na segunda metade do século 20.
- Desde que o nível médio do mar atingiu mais ou menos a cota actual, que foi há mais de 3 mil anos, que a linha da costa apresenta tendência para migrar em direcção ao oceano, sendo que a linha da costa apresentou tendência para migrar em direcção ao continente.
- Tendo como causas, a ocupação intensiva da zona costeira, a grande redução do fornecimento sedimentar ao litoral, o grande aumento do nível do mar, e a degradação antropogénica das estruturas naturais.
Medidas de Protecção:
- Para haver uma protecção é necessário a elaboração de planos de ordenamento da faixa costeira, incluindo a recuperação das dunas, a estabilização das arribas, a construção de esporões e de paredões de protecção das praias, a alimentação artificial das praias, assim como a proibição de construção nas áreas de risco.
Ordenamento do Litoral:
- O Litoral Português constitui uma zona de várias potencialidades, sendo imprescindivel como espaço lúdico, quer como espaço gerador de riqueza.
- Sendo considerada como uma área muíto frágil, e quando os seus potenciais são degradados dificilmente se consegue a sua recuperação.
- Cerca de 76% da nossa população está a habitar o nosso litoral, 29% da costa está ocupada com habitações, turismo, industria e áreas portuárias.
- Sendo que em um caso especifico e muito presente, como a zona costeira da Costa da Caparica, que o crescimento do nível do mar, fez-se notar ao ponto de ter estado em conflito com construções feitas artificialmente pelo Homem.
- As acções que acabariam por proteger a nossa costa e as propriedades ai existentes de forma eficaz, são a tentativa de reconstituição da zona litoral e a ampliação dos volumes de areal nessas zonas.
- Devido ao grande número de problemas, é necessário arranjar-se formas de solucionar estes problemas, como exemplo a criação de legislações adequadas; arranjar acções de sensibilização ambiental; começar o tratamento dos efluentes e possivelmente uma das melhores formas de protecção do litoral que é a participação mais activa da população.
- Podemos por estas formas, olucionar vários problemas do nosso litoral.
Ordenamento do Território:
- É considerado uma cooperação entre o Homem e o espaço natural.
- Consistindo no planeamento das ocupações, no aproveitamento das infra-estruturas existentes e na preservação dos recursos limitados.
- Também é considerado como um estudo detalhado de um território, para se ficar a conhecer as suas caracteristicas, sendo que esse estudo contistuirá para a elaboração de um plano, cuja sua finalidade é o bom aproveitamento do potencial desse território.
Riscos Geológicos:
- Devido ao aumento demográfico e ao êxodo rural, a pressão do Homem sobre a natureza tem vindo a aumentar ao longo dos anos.
- Habitações em cima de dunas, estradas marginais aos rios e à beira-mar, cidades nas bases dos vulcões e de falhas activas, os diques que retiram área ao mar, são situações perigosas e de alto risco para as populações.
- Acontecendo por vezes, devido a estas situações, a ocorrência de trágicos acontecimentos da natureza, levando vidas, bens e muito mais coisas sem dar qualquer indicio de riscos.
- Os riscos geológicos internos devem-se às áreas limites das placas tectónicas, onde o impacto é maior caso exista uma grande densidade populacional nas respéctivas áreas de alto risco.
- Sendo que hoje em dia, maremotos, sismos, tsunamis, erupções vulcanicas, etc, estas catástrofes não podendo ser evitadas, podem sim, ser previstas cada vez com mais exatidão, e tomar medidas de prevenção de modo a se puder salvar vidas e evitar elevados custos económicos.
- Os riscos geológicos externos são as inundações, mostrando o aumento do nível da água nos rios e ribeiros, sendo estas zonas muitas vezes utilizadas para cultivo, quando, irresponsávelmente, se transformam em zonas habitacionais, acrescentam um grande perigo para essas populações.
- Os casos dos residuos , como os frigorificos, mobiliário, etc, que são depositados para rios e ribeiras é outra das razões para um grande risco geológico.
- Ao retirar toda a cobertura vegetal ao solo, também poderá ocorrer deslizamentos de terras e também é um perigo para as populações.
Conclusão:
- Neste trabalho podemos concluir que as zonas costeiras são zonas com várias potencialidades, quer para espaços lúdicos, como forma de gerar riquezas.
- Claro que se abusar-mos dos seus potenciais, não se conseguirá facilmente recuperar os mesmos.
- Também se tenta demonstrar, o aumento do nível do mar como uma das principais causas do desaparecimento das zonas costeiras.
-Demonstra-se como o envolvimento do Homem tanto pode ser perigoso, como a sua tecnologia pode ser indespensável para a sua preservação
- Acompreenção aprofundada dos processos fisicos que actuam em zonas costeiras permite uma gestão mais racional deste património natural, potencialmente rico mas sempre muito sensivel.
- Por fim resta dizer que esta zona é muito sensivel e tento apelar a todos os que leiam este trabalho que a tentem preservar, para assim podermos disfrotá-la.
Bibliografia:
http://www.geota.pt/coastwatch/cw_portugal/olitoral.html Causas da Evolução do Litoral e Ordenamento do Litoral

Ocupação Antrópica e Ordenamento do Território

Introdução
Visa-se com este trabalho esclarecer determinados pontos relacionados com a Ocupação Antrópica e Ordenamento do Território.

É um assunto de caractér ambiental, sobre o qual me irei restringir mais sobre as bacias hidrográficas, a sua importância e impacto no mundo em que vivemos.

Objectivos
Ficar a conhecer o que é:
- bacia e rede hidrográfica;

- leito e leito de cheia;
- perfil transversal;
- erosão, transporte e deposição;
- ordenamento do território;
- risco geológico.

Reconhecer:

- importância das bacias hidrográficas na hidrologia, ecologia e gestão de recursos.
Reconhecer as contribuições da geologia nas áreas da:
- prevenção de riscos geológicos;
- ordenamento do território;
- gestão de recursos ambientais e educação ambiental.
Reconhecer os perigos da construção em leitos de cheia e da extracção de inertes no leito dos rios;

Desenvolvimento
Bacia Hidrográfica:
Bacia hidrográfica é uma extenção de terra onde as águas, quer das chuvas quer da neve, seguem para um corpo de água (rio, lago, estuário, mar ou oceano).A bacia hidrográfica inclui as correntes e os rios que conduzem a água assim como as superfícies terrestres por onde a água passa para esses canais. Funciona como um funil que recolhe toda a água da existente na sua área e direciona para uma via marítima. Cada bacia está separada topográficamente das outras bacias por tergos, colinas ou montanhas.

Em geografia, a maneira como fluem as águas nas bacias hidrográficas são catalogadas da seguinte maneira:

- Exorréicas: quando as águas drenam directamente para o mar;

- Endorréicas: quando as águas drenam para um lago ou mar fechado;

- Arréicas: quando as águas escoam alimentando os lençõis freáticos;

- Criptorréica: quando o rio se infiltra no solo sem alimentar lençois freáticos ou se evapora;

O estudo do ciclo hidrológico mostra-nos que a água que passa por uma sessão qualquer de um curso de água tem a sua origem na água precipitada. Por vezes, uma porção de água que entre no sistema subterrâneo que se encontra por baixo de uma bacia, pode ir parar a outra bacia, uma vez que as direcções nem sempre correspondem à rede superficial.

Denomina-se de resposta de uma bacia a maneira pela qual ocorrem variações da vazão numa determinada secção em relação à chuva. Pode-se observar o comportamento da bacia em relação a uma precipitação específica ao verificar o gráfico de vazão em função de tempo.







fig1: esquema de uma bacia hidrográfica.in:http://geoportal.no.sapo.pt/images/percursorio.jpg
Vazão: é o volume por unidade de tempo que escoa através de uma determinada secção transversal de um conduto livre.


Definição de leito: parte inferior de um vale fluvial, moldado pelo escoamento, e ao longo do qual se deriva a maior parte do caudal e dos sedimentos transportados pelo escoamento em períodos entre cheias.


Definição de leito de cheia: alargamento do leito maior de um curso de água que só é ocupado em períodos de cheias.


Perfil transversal: o perfil transversal de um rio é a linha que une as duas margens de um rio passando pelo fundo de um rio.


Importância das bacias hidrográficas em:


Hidrologia: na hidrologia, as bacias hidrográficas são um ponto focal lógico para o estudo do movimento das águas dentro do ciclo hidrológico.A medida total de precipitação de uma determinada bacia fornece dados que podem ser interpretados de variadas maneiras. Se as medidas forem muitas e igualmente distribuídas sobre uma área de precipitação uniforme, o uso da média aritmética pode trazer bons resultados.


Ecologia: as bacias hidrográficas são um importante elemento na ecologia, à medida que a água corre acima do solo, ela pode colher nutrientes, sedimentos e poluentes. Tal como a água, estes percorrem as passagens da bacia e podem afectar os processos ecológicos ao longo do caminho, assim como nos corpos de água que as recebem.


Gestão de recursos: como as bacias hidrográficas são entidades coerentes no sentido hidrológico, é comum gerir os recursos de água na base de bacias individuais.




Erosão, Transporte e Deposição:

São três os processos geológicos que ocorrem ao longo do curso dos rios:

- Erosão: é provocada pela extracção progressiva de materiais do leito das margens, sendo a pressão exercida pela água a responsável por este fenómeno, não esquecendo ainda a importância das épocas de cheias que é onde a velocidade das águas é maior. O poder erosivo de um rio será tanto maior quanto maior for o seu caudal e a inclinação do seu leito, que pode sofrer variações ao longo do percurso;

- Transporte: depois de removidos, os materiais estraídos passam a fazer parte da carga sólida do curso de água em que podem ser levados para outros locais;

- Deposição: os materiais vão sendo depositados ao longo do leito ou nas margens. Os materiais mais pesados e de maiores dimensões depositam-se mais para o lado da nascente, enquanto que os de pequenas dimensões e mais leves depositam-se próximo da foz ou são transportados para o mar. É importante a deposição de materiais nas margens na ocorrência de cheias. Os aluviões são depositos nas planicies de inundação e tronam essas zonas mais férteis.



fig2: obstrução de uma linha de água por um dos depósitos. in:http://www.cvarg.azores.gov.pt/NR/rdonlyres/CAF0AD3D-7D3C-441E-8630-31E6BAA43398/485/DSC00058.JPG

Ordenamento do Território:

Trata-se da gestão de interecção homem/espaço natural e consiste no planeamento das ocupações, potenciar do aproveitamento das infra-estruturas existentes e no assegurar da preservação de recursos límitados.

Os planos de ordenamento do territótio devem-se basear numa lógica que tenha em conta riscos geológicos de forma a alcnçar alguma estabilidade nas zonas habitadas.


Riscos Geológicos:

integra-se numa base mais abrangente denominada riscos ambientais e existem três tipos:

- Riscos Ambientais: relacionados com o meio ambiente e a sua dinâmica natural, que podem ser afectados pelas actividades humanas. Referem-se a terramotos, escorregamentos, enchentes, furacões, etc;

- Riscos Tecnológicos: relacionados com o meio ambiente antrópico e processos produtivos. Referem-se a vazamentos de produtos tóxicos, materiais explosivos, etc;

- Riscos Sociais: relacionados com o meio ambiente social e que envolvem outras actividades port parte do Homem com guerras e afins.

Existem dois processos de riscos geológicos:

- Exógeno: escorregamentos e processos correlativos, erosão e colapsos de solo;

- Endógeno: terramotos, actividades vulcâncias, "tsunamis".


Educação Ambiental:


Ramo da educação que tem por objectivo a disseminação de conhecimentos no âmbito do ambiente, de forma a ajudar na sua perservação e também a utilização sustentável de recursos. Esta educação surgiu com o crescente interesse e preocupação por parte do Homem ~face às catástrofes naturais que assolam o nosso planeta desde à décadas.

É um ramo de educação que tenata consciensalizar o Homem de que faz parte do meio ambiente e não é o centro do mundo.

"Entende-se por educação ambiental os processo por meio dos quais o indivíduo e a colectividade constroem valores socias, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem o uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade" -Art. 1º da Lei nº 9.795 de Abril de 1999-


Conclusão
Por ventura se pode estabelecer relações entre os diversos pontos que foram estudados neste trabalho:

- A bacias hidrográficas "alimentam" os rios com água originária de precipitações que ocorrem nessas áreas;

- A presença de certos elementos químicos nas águas pode levar a alterações ecológicas, tanto nos canais como nos corpos de água;

- O estudo das bacias hidrológicas pode contribuir para uma melhor gestão de recursos hidrológicos;

- Os processos de erosão, transporte e deposição são factores importants a ter em conta, especialmente na ocorrência de cheias;

- Estas afectam o território em que se encontram alterando-o morfológicamente, o que pode (por vezes) levar a catástrofes;

- A educação ambiental nas comunidades é vital para que estas possam estabelecer uma convivência com o meio ambiente em equilíbrio, desta forma pode-se minimizar os impactos de catástrofes naturais.



Bibliografia
http://en.wikipedia.org/wiki/Drainage_basin - definição de bacia hidrográfica e a sua importância;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vazão - definição de vazão
http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT/Publicacoes/Glossarios/Glossario+de+Zonas+Humidas.htm?res=1280x1024#p
- definição de leito e leito de cheia
http://66.102.9.104/search?q=cache:OrNw46-jzkQJ:recursos.malha.net/component/option,com_docman/task,doc_download/gid,582/Itemid,41/+perfil+transversal+bacias+hidrogr%C3%A1ficas&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=5&gl=pt
- perfil transversal
http://baciasa1.blogspot.com/2008/02/eroso-transporte-e-sedimentao-k.html - erosão, transporte e deposição
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bacia_hidrográfica - definição de bacia hidrográfica
http://www.rededasaguas.org.br/bacia/bacia_01.asp- definição de bacia hidrográfica;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Hidrográfica - definição de rede hidrográfica;
http://www.cvarg.azores.gov.pt/Cvarg/CentroVulcanologia/movimentosmassa/2005setfogo.htm - imagens;
http://www.eco.unicamp.br/nea/Gestao_Bacia/imagens/bacia.jpg - imagem;
http://geoportal.no.sapo.pt/images/percursorio.jpg - imagem;
http://www.ipt.br/areas/digeo/srg/riscos/ - riscos geológicos;
http://www.ipv.pt/millenium/ect7_lmfs.htm - A importância da integração dos riscos geológicos, no planeamento, no ordenamento do território;
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./gestao/index.html&conteudo=./gestao/artigos/artigo_gestao.html - gestão ambiental;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_ambiental - educação ambiental;
http://www.feam.br/index.php?option=com_content&task=view&id=21&Itemid=70 - educação ambiental