sexta-feira, 25 de abril de 2008

Rochas Sedimentares

Introdução
As rochas sedimentares ocupam cerca de 3/4 da Terra (sendo o resto ocupado por rochas magmáticas e metamórficas) e constituem continentes e fundos oceânicos, dado o método da sua génese e dos fósseis por vezes contidos nos seus estratos, o estudo destas rochas pode trazer à luz informações históricas sobre o nosso planeta.
Objectivos
- Estabelecer o conhecimento sobre a génese das rochas sedimentares;
- Indicar a Diversidade das rochas sedimentares assim como o método de classificação;
- Analisar o papel que estas rochas têm como arquivos históricos da Terra.
Desenvolvimento
Rochas Sedimentares: são rochas formadas pela deposição de materiais provenientes de outras rochas preexistentes ou de materiais originados pela actividade de seres vivos. Os materiais, depois de depositados são geralmente compactados e ligados.fig1:exemplo de rochas sedimentares in:http://www.geopor.pt/gne/GIFS/sed.gif
Formação das Rochas Sedimentares:
Meteorização:
Esta é a primeira fase na génese das rochas sedimentares, sendo que todas as rochas que se encontram à superfície sujeitas a condições de pressão e temperatura aquém das da sua formação. Condições essas que, ao interagirem com a atmosfera biosfera e hidrosfera, provocam alterações físicas e químicas nas rochas.
As transformações químicas sofridas pelas rochas estão associadas à destruição dos minerais originais e à formação de novos. Os processos de meteorização química mais comuns são:
- Hidrólise: é uma reacção química de quebra de uma molécula por água;
- Oxidação: resulta da reacção do oxigénio atmosférico, também ele presente dissolvido na água juntamente com minerais formados em ambiente redutor;
- Dissolução: resulta da acção da água enquanto solvente, em que deixa marcas em regiões de rochas particularmente solúveis como calcários.
Já a meteorização física processa-se da seguinte forma:
As rochas formadas em profundidade, por erosão da cobertura, vão-se aproximando da superfície, o que provoca o aparecimento de fracturas que costumam ser paralelas à superfície topográfica.
O desenvolvimento das raízes das plantas também condiciona a fragmentação de rochas.
A termoclastia é um fenómeno que consiste na fracturação, aquando os minerais constituintes se dilatam por consequência de um aquecimento diferencial da superfície e interior das rochas, isto acontece devido à acção directa da temperatura atmosférica sobre rochas.

Sedimentação:
Os materiais rochosos que se fragmentaram são posteriormente transportados por acção do vento, da gravidade, ou da água, até locais onde se depositarão e posteriormente outros detritos se vão acumulando nesses mesmos locais.

Diagénese:

A passagem dos sedimentos a rochas sedimentares dá-se através das seguintes etapas:
- Desidratação;
- Compactação;
- Cimentação;
As substâncias transportadas pela água ocupam os espaços vazios por entre os sedimentos e promovem a sua consolidação.
Por acção da pressão (ou tensão) litostática, os sedimentos vão-se aproximando cada vez mais uns dos outros, o que faz com que a água que preenchia os poros seja expulsa. As substâncias deixadas pela água entre os sedimentos fazem-nos ganhar coerência, transformando-os em rochas sedimentares.fig2: processos intervenientes na formação de uma rocha sedimentar. in:http://www.esec-odivelas.rcts.pt/BioGeo/Fig4.jpg
Tipos de Rochas Sedimentares
Atendendo à sua origem podemos classificar as rochas sedimetnares em três tipos:
- Detríticas: formadas a partir de fragmentos originários de rochas pré-existentes (cerca de 85% a 90% das rochas sedimentares existentes). Exemplo: arenitos;fig3: um arenito. in:http://www.arikah.net/commons/en/thumb/a/a6/250px-LionHeadSandstone.jpg
- Quimiogénicas: formadas a partir de fragmentos que resultaram da precipitação de algumas substâncias dissolvidas na água. Exemplo: gesso;fig4: sal. in:http://www.iep.uminho.pt/aac/sm/a2005/elisa/images/sal.JPG
- Biogénicas: formadas a partir de fragmentos resultantes da actividade dos seres vivos ou produzidas pelos seres vivos. Exemplo: rochas calcárias recifais.
Os sedimentos que não foram sujeitos a diagénese considera-se como sendo rochas sedimentares detríticas não-consolidadas e destinguem-se pela sua granulometria. Exemplo: Areias.
Da consolidação desses materiais resultam naquilo em que chamamos rochas sedimentares detríticas consolidadas), em que a sua designação varia de acordo com a dimensão dos sedimentos constituíntes. Exemplo: Arenitos, Siltitos.
A água também transporta sais resultantes da dissolução das rochas que podem precipitar quando a sua concentração ultrapassa um determinado limite. Exemplo: Gesso, Sal-Gema.
Os calcários podem formar-se por sobressaturação de soluções aquosas ricas em carbonato de cálcio, o dióxido de carbono misturado na solução aquosa liberta-se, o que leva à precipitação dos sais calcários. A grande maioria das rochas calcárias são de origem marinha.
Apesar de a maioria das rochas calcárias ser de origem biogénica, a formação desses calcários passa pela precipitação de substâncias dissolvidas na água, o que indica um carácter quimiogénico.
Os combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo, têm também origem orgânica. O carvão tem origem na transformação de restos vegetais enquanto que o petróleo deriva de microrganismos planctónicos. Para qualquer dos casos, os restos orgânicos têm de ser inicialmente protegidos do contacto com o oxigénio.
A retenção de petróleo origina jazigos com condições geológicas específicas que correspondem a diversos tipos de armadilhas petroliferas.
Fósseis
A presença de fósseis é característico deste tipo de rochas, apesar de não se excluírem também a outros tipos.
São diversos os processos de fossilização, entre os quais o mais frequente seja a mineralização. Neste processo as partes duras do ser vivo mudam a sua composição mineralógica ou são impregnadas por sais dissolvidos nas águas contidas nos sedimentos.
Na incrustação o fóssil fica simplesmente coberto por uma capa mineralizada.
A conservação restringe-se a um determinado tipo de fósseis, neste caso fósseis dos quais se conservou a composição dos materiais originais.
As marcas deixadas pelos seres vivos nas rochas também são consideradas como sendo fósseis. Tais marcas resultam de um processo denominado moldagem que corresponde ao tipo de fósseis encontrado na maioria. Os moldes internos e os moldes externos reproduzem a respectiva morfologia (interna ou externa) de organismos ou partes deles. Desta categoria fazem ainda parte as marcas resultantes da actividade de seres vivos, tal é denominado de icnofósseis.
fig5: fóssil de uma trilobite. in:http://www.geopor.pt/gne/ptgeol/fosseis/trilo1.jpg
Interesse Científico dos Fósseis:
A Geologia utiliza os fósseis como meio de reconstituição de paleoambientes (ambientes antigos) e para a geocronologia, onde são usados na datação das rochas e de acontecimentos geológicos, mas nem todos os fósseis possuem utilidade ambígua, alguns são fósseis de fácies e outros de idade (muito importantes pois dada a sua breve passagem pela Terra ajudam a caracterizar a idade das rochas onde fossilizaram). Os primeiros identificam os ambientes de formação das rochas em que se encontram, nomeadamente a profundiddade, a temperatura, a luminusidade, a energia, a oxigenação e a salinidade, que são características ambientais vivídas por esses seres vivos.
Os fósseis de fácies são esclarecedores no que toca aos ambientes de formação das rochas sedimentares, dos quais se dividem em três categorias principais:
- Marinhos (ex:Neríticos ou de plataforma continetal);
- Continentais (ex:Fluviais, Lacustres, etc);
- Transição (Deltaicos, Estuarinos, etc).
Geocronologia
"As causas que no passado provocaram as alterações na Terra são as mesmas que se verificam e se observam actualmente"

A datação de rochas e de acontecimentos geológicos pode fazer-se em termos relativos e em termos absolutos. A geocronologia relativa restringe-se ao estabelecer relações de idade através dos conceitos de "anterior", "posterior" e "contemporâneo", apenas pode indicar épocas ou eras.
Trabalha na base com os seguintes princípios:
- princípio da sobreposição: numa sequência estratigráfica, um determinado estrato é mais antigo do que aquele que se encontra por cima (não é válido aquando acontecimentos de inversão estratigráfica);
- princípio da intersecção: qualquer entidade geológica que intersecte outra lhe é posterior;
- princípio da inclusão: as rochas cujos fragmentos se encontram dentro de outra são mais antigas do que ela;
- princípio da continuidade lateral: um estrato que tem a mesma idade em toda a sua extensão;
- princípio da identidade paleontológica: conjuntos de estratos com o mesmo conteúdo fossilifero são da mesma idade (condição que serve de base ao estabelecer-se correlações estratigráficas).
A geneocronologia absoluta determina, como o próprio nome indica, idades absolutas através da aplicação de métodos radiométricos e geralmente são expressas em milhares ou milhões de anos.
Geoistória
Através dos diversos métodos geocronológicos foi possivel a construção de uma escala do tempo geológico, em que as divisões usadas são em função de acontecimentos marcantes na história da Terra. A importância desses acontecimentos está reflectida na hierarquia da escala, de tal forma que os acontecimentos principais limitam as maiores divisões do calendário geológico.

Foi possível determinar que há cerca de 65 milhões de anos houve uma grande crise ecológica global que resultou na extinção da maioria das espécies existentes (cerca de 80%).

Conclusão
- Alguns minerais das rochas sedimentares formam-se por meteorização química de outros que se instabilizaram devidoàs interacções com a hidrosfera, a atmosfera e a biosfera;
- A meteorização das rochas, tanto química, como física, origina sedimentos que juntamente com os restos orgânicos, farão parte das rochas sedimentares, no seguimento dos processos de erosão, transporte, sedimentação e diagénese;
- As rochas sedimentares podem classificar-se em três grandes grupos: rochas detríticas, quimiogénicas e biogénicas;
- Os fósseis permitem reconstituir a história da evolução biológica, alguns caracterizam o ambiente em que as rochas se formaram (fósseis de fácies) e outros permitem a datação das rochas (fósseis de idade);
- Além do recurso aos fósseis, a geocronologia relativa vale-se de um conjunto de princípios simples baseados, em boa parte, na análise geométrica (princípio da sobreposição, intersecção, etc);
- A geocronologia absoluta permite a datação absoluta das rochas, expressas em anos, a partir de métodos radiométricos.
Bibliografia
Terra, Universo de Vida 2º parte Geologia- Biologia e geologia- 11º ou 12º (ano2) Amparo Dias da Silva/Fernanda Gramaxo/ Maria Ermelinda Santos/ Almira Fernandes Mesquita/ Ludovina Baldaia/ José Mário Félix/ Porto editora execução gráfica 2006 - Toda a matéria
http://biogeociencias.blogspot.com/2007/04/classificao-das-rochas-sedimentares.html - classificação das rochas sedimentares

Rochas Sedimentares

Plano de Trabalho

Introdução
Um pequeno texto sobre a quantidade de rochas sedimentares na Terra e o seu potencial como arquivos históricos
Objectivos
Uma lista de tópicos que pretendo explorar e analisar
Desenvolvimento
- Formação das rochas sedimentares;
- Diversidade das rochas sedimentares: classificação e etc;
- Arquivos históricos da Terra.
Conclusão
Uma resposta em forma de resumo aos tópicos propostos
Bibliografia
Terra, Universo de Vida 2º parte Geologia- Biologia e geologia- 11º ou 12º (ano2) Amparo Dias da Silva/Fernanda Gramaxo/ Maria Ermelinda Santos/ Almira Fernandes Mesquita/ Ludovina Baldaia/ José Mário Félix/ Porto editora execução gráfica 2006 - Toda a matéria
http://biogeociencias.blogspot.com/2007/04/classificao-das-rochas-sedimentares.html - classificação das rochas sedimentares